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O desafio da fome

16 de dezembro de 2021

A fome é uma questão urgente e atual. Por isso, nesta semana da nossa jornada no programa Acolher, direcionamos nossos olhares para para o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que é:

Fome zero e agricultura sustentável: erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.

Em 2013, nosso país celebrava uma grande conquista: estávamos fora do Mapa da Fome da ONU. Isso acontece quando menos de 5% da população de um país está em situação de insegurança alimentar grave.

Insegurança alimentar significa não ter acesso regular e permanente a alimentos adequados em quantidade e qualidade suficiente para sobreviver, pela falta de disponibilidade ou de acesso.

A alimentação adequada e saudável é direito de todas as pessoas. Portanto, estar em situação de insegurança alimentar é a violação de um direito.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), voltamos ao Mapa da Fome em 2018. E a conjuntura atual tem revelado um Brasil de estômago cada vez mais vazio.

Em 2020, a insegurança alimentar no Brasil atingiu quase 60% dos lares brasileiros, número que contempla 15% da nossa população em insegurança alimentar grave.

A fome também é distribuída de forma desigual pelo país. As regiões norte e nordeste são as mais afetadas, assim como os lares chefiados por mulheres negras.

📌 Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, ao mesmo tempo em que a maior parte da sua população está em situação de insegurança alimentar.


Soberania alimentar

Qual distância você precisa percorrer para encontrar verduras, legumes ou frutas?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desertos alimentares são regiões nas quais é preciso andar mais de 1.600 metros para encontrar alimentos in natura, ou seja, alimentos obtidos diretamente da natureza e que não foram processados.

Com o bombardeamento da cultura fast food, o consumo de alimentos ultraprocessados e pouco nutritivos aumentou. Em consequência, ocorre a chamada fome oculta, situação em que pessoas têm acesso a alimentos, porém a alimentos industrializados e sem variedade, que não fornecem os nutrientes necessários.

Além de combater a fome e os desertos alimentares, iniciativas sociais contribuem para que pessoas tenham acesso à segurança alimentar e à soberania alimentar.

Soberania alimentar é poder escolher o que comer, levando em conta seus gostos e preferências, preservando a terra e a cultura do território. E vai muito além! É um conceito que leva em consideração a cadeia de produção e de consumo de alimentos, garantindo justiça social tanto para quem os produz quanto para quem os consome.


Vozes da Turma

A Turma Acolhida se dedica ativamente pelo combate à fome em seus territórios. Abaixo, veja alguns cartazes produzidos durante a Jornada Educativa do Programa Acolher.

Conceição Cornacini: “Fome não: comida para todos…”
Conceição Cornacini: “Fome não: comida para todos…”
Lidia Muller: “Igualdade social | Educação para todos | Alimentação para todos”
Sheila Freitas: “Mobilizar-se é fazer a diferença na mesa de muitas famílias”
Soriana Boiko: “Alimentação para todes | Cuidar da natureza | Lixo zero”

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